17.11.06

New Order, A Organização, Ben Weasel

Acabei de ver “My Back Pages” no You Tube, C Jay no vocal. Inspirador. Ontem sai de casa para ver o New Order em uma nova casa de show , a Vivo Rio no MAM. S-e-n-s-a-c-i-o-n-a-l eu diria. Sob vários aspectos. A começar pelo simples fato de ter sido uma noite divertida. Quinta-feira, facilidade pra parar o carro, uma das regiões mais bonitas do Rio, noite agradável, filas que andam rápido, cerveja gelada, um novo palco, uma nova opção de shows na cidade que parece respirar aliviada após alguns anos for a do roteiro de atrações internacionais. O New Order venceu e divertiu pelo equilíbrio. Pra quem quiser dar uma sacada no climão do show, catei no you tube imagens do show em SP: http://www.youtube.com/watch?v=5FhS4uXSM5Y . Teve de tudo. Uma abertura rock. 4 caras fazendo um “puta” som no palco. Momentos mais sombrios quando revisitaram Joy Division. O meio do show que vira uma grande festa com os hits radiofônicos dançantes. E o fim apoteótico com Love Will tear us Apart. Todos os momentos sob a simpatia de Bernard Sumner e a fúria de “Peter Hook” no baixo. Que aliás é um show a parte. É engraçado por que o palco parece que “cai” pro lado do baixista. O show parece ser entortado. À começar pelos amplis. Você tem os dois guitarristas tocando com um vox pequeno no chão, e o set de Peter Hook: duas caixas gigantes, uma do lado da outra. Mas isso não é nada perto da perfomance do cara. No som da banda, as linhas de baixo assumem um papel importantíssimo, e ao vivo parece sustentar todo o som, até mesmo frente aos beats eletrônicos, o baixo está lá. E pra constar Ah, já ia me esquecendo de dizer... isso por que o PA nem estava bom. Mas nada que estragasse minha noite. Ontem falei aqui sobre o festival de curtas da “A Organização” e a apresentação do Making Of da gravação de Apuros Em Cingapura, que será apresentado pelo Melvin. As informações completas sobre este magnífico evento onde você ganha um real para ver a sessão estão aqui: http://oglobo.globo.com/blogs/organizacao O Samir, “o cara” por trás da A Organização tem um blog no jornal o Globo, cheio de novas sobre o cinema alternativo. Agora mergulhando em um tópico pertencente ao maravilhoso mundo dos 3 acordes. Volta e meia visito o blog do Ben Weasel, um dos meus compositores favoritos. Pra quem se interessa pelo trabalho dele , ou pelo cara, http://www.benweasel.com/ . Fiquei contente com as novidades: Riverdales re-lançando seu primeiro disco com “trocentos” bônus ao vivo e inédito, Sr Bem trabalhando em mais um projeto solo e o mais curioso de tudo: umas linhas dizendo que está tendo aulas de canto, trabalhando seu vocal e deixando-o menos anasalado. Confesso que abri um sorriso no rosto, que isso me fez dá uma risadinha. E explico o motivo, se é que grande parte de vocês não sabem. Quando comecei a cantar no CARBONA, minha orientação vocal era “imitar o Ben Weasel” por que o cara era muito maneiro! Isso além de muita curtição, me possibilitava desafinar menos, embora acabasse com a minha garganta. Gravei vários discos assim, e a partir da Demo do Cosmicômica comecei a sentir necessidade de buscar um vocal com a minha cara, que tivesse a cara Badke. Sem grandes preocupações de cantar bem ou cantar mal, mas iniciei um caminho em busca de um vocal com cara própria. No Cosmicômica, nosso penúltimo disco, a coisa já tinha uma cara diferente, com voz menos rasgada, menos anasalada. No “Apuros”, acho que isso avança ainda mais e hoje já temos o CARBONA com um vocal próprio. E isso foi para alguns fãs do CARBONA motivo de descontentamento. Para os mais radicais “ o fim dos tempos”. E hoje, quem diria pra minha surpresa, o Grã-Mestre, anuncia que busca um novo caminho vocal prevendo descontentamento nos fãs. Achei isso engraçado, irônico. Interessante tb, pois como fã vou sentir na pele a mudança. Mas não me desespero nem um pouco. Os discos do Screeching Weasel são todos muito bons à sua maneira. Cada um com um padrão de gravação diferente , inclusive a execução vocal do Ben. Já vi em outras bandas esse tipo de mudança, como no Jawbreaker, e a boa canção sempre se impõe! Já perdi alguns dias pensando nisso: PQP cada disco nosso tem uma gravação, um estúdio diferente, temos o Bailey Show que tem uma guitarra Fuzzy meio garageira, temos discos gravados ao vivo, temos um vocal que vai se transformando ao longo dos últimos discos. E o ponto que eu sempre chego é o de que a música e a canção, as estórias prevalecem e continuam. E isso é o que importa! E ao vivo, diga-se de passagem , minha maior preocupação, os shows continuam com o jeitão frenético e divertido. Hoje é novembro de 2006, o disco novo está nas ruas , e ontem já arranhei algumas novas composições. Por que o rock é assim. Olho pra frente, vejo rock, sigo, na paz! FUI!