29.4.12

Carbona no Estúdio Superfuzz


Hoje foi dia! O CARBONA esteve no estúdio Superfuzz aqui no Rio de Janeiro para gravar 10 músicas numa demo de pré-produção do novo disco. Com isso demos um importante passo para terminar a fase de composições e ensaios. Muito em breve a gente noticia por aqui o início da gravações. A idéia foi ir até o Superfuzz, microfonar tudo e tocar o disco na íntegra pra ter uma idéia de como vai ficar tudo junto, selecionar músicas e ajudar na composição de guitarras e backings. O processo de composição do disco tem sido extremamente divertido e estou muito feliz com o disco que estamos preparando para comemorar 15 anos de estrada. O disco retoma o ponto onde paramos no retorno que o Fujita representou aos primeiros anos da banda. Chega com jeitão de disco gravado por 4 caras que mergulharam na Lookout Records nos anos 90 e de lá até aqui curtiram muito o som de bandas como Screeching Weasel, The Queers, Groovie Ghoulies dentro outros. Temos muitos sons na onda "clássica" do Bubblegum. Batera "Ramônica", poucos solos, fraseados rock n´roll e as velhas estórias musicadas em melodias simples sobre bases igualmente simples.


Começamos gravando "O Mundo era bem mais legal" que foi a última música que compus, ainda na semana passada. Acabou sendo pra mim uma das mais legais do set! Talvez esta seja uma das músicas mais "ramônicas" do disco. No ensaio até costumava brincar cantando ela imitando o Joey no vocal. Tem uma parte que fala "depois do Joey sobrou pouco ou quase nada" que eu imagino direto o Joey cantando, ou uma participação dos Rotentix! 


Segunda música a ser gravada foi "Você é a minha China" que vem ganhando ares de "favorita" da banda. Acho que o "jeitão" lookout/hardcore festivo, com solinhos de guitarra rock n´roll desperta aquela alegria odos "velhos tempos". O melhor de tudo é sentir que os velhos tempos não diferem muito dos tempos de hoje. A alegria de estar construindo o disco é o combustível e me permite unir todos estes tempos com o CARBONA. Como um pão de forma, unindo as fatias, formando todas um pão onde a banda é o saco. E cada vez que vivo mais um dia legal com a banda consigo juntá-lo aos demais dias, revivendo as alegrias do passado no presente e me motivando pra que hajam dias futuros. 

Terceira música gravada foi "Para onde vão as nuvens". Esta música até já coloquei aqui uma versão de "composição" que gravei no quarto com a câmera digital no dia em que escrevi a música. Esta música me lembra muito Urbânia e Nebulosa. 

Depois caimos na única música mais veloz do disco, nos levando a uma praia que a gente curte que é o hardcore melódico. Desde o Taito a gente sempre costuma colocar uma música mais veloz. No "Taito" foi 1001 Doses, no apuros "Lindos Refrões", no Fujita colocamos "A Alegria está de volta" e finalmente trazemos "Um" neste disco que ainda não tem nome. Batera veloz, numa onda Bad Religion, com solos simples do Bubblguem e melodias lembrando as bandas de HC melódico dos anos 90.

Na sequência gravamos "Um passeio no barulho da cidade grande" uma música que é a "cara do Carbona". Aproximadamente dois minutos, sem refrão, me fazendo lembrar de Eu quero ir pro Japão, fim do mundo dentro outras que me lembram as aulas de 3 acordes aprendidas no "Rock n Roll High School".  Esta música a gente ainda não se achou em alguns detalhes, mas é pra isso que fizemos a gravação. 


Uma das músicas que estariam  no meu EP acústico foi "roubada" pelo CARBONA para o disco. Trata-se de "Andróides não merecem as canções". A música ficou bem legal com instrumentos e decidimos gravá-la. Fizemos uma brincadeira roubando e homenageando os acordes iniciais de "Another Girl" gravado pelo The Queers em Dont Back Down. Este é um dos discos preferidos de todos os integrantes da banda, tem um climasso festivo e assim é essa música que tem como letra:


O mundo parece andar tão rápido com pressa de chegar / Mas como tem mais gigas que segundo gira e não sai do lugar / Aplicado com aplicativos o vazio faz pensar / Nada do que eu preciso evolui, não saio do lugar / Ontem vi alguns relatos na televisão testemunhando que o WI FI foi inventado pelo coração / Andróides não merecem as canções. 

Mergulhamos depois nas músicas que estavam "na gaveta". São elas: "Antonella toma pílulas" e "Prato Preferido". Antonella toma pílulas é um som que a gente se animou a gravar pelo grande número de pessoas que escrevem pra gente sugerindo a gravação da música. A gente um dia publicou um video de ensaio com a música no BPM e a gente se deu conta que as pessoas viam mais aquilo do que os clipes da banda. Antonella é uma música que me faz lembrar as músicas mais lentas do Taito como "Ela não quis ir comigo pro cinema". Já "Pratio preferido" foi uma das músicas que estavam no disco que foi "deletado" pelo CARBONA entre o Apuros e o Fujita. Aqui ,nas poucas oportunidades que eu tive de mostrar pros amigos mais próximos , muitos falavam que a gente tinha vacilado em não gravar o disco. Prato Preferido é bubblegum na veia e tem uma versão demo circulando pela web. 


Pra fechar a tampa fizemos mais dois sons: "Somos Todos Zumbis" que andou dando um trabalhinho extra parece encontrar uma forma final. Um teminha no melhor estilo "Filme Z" de terror deu o clima que faltava. Este é o som que costumo dizer que de tão pegajoso irrita. E acaba sendo o q a gente acaba gostando (risos). Saideira foi "Canção do Esqueleto", uma canção com teminhas rock n`roll 50, com escala de baixo e pouquissimo instrumental. Todo mundo e FOI! 

É isso! O dever de casa agora é fazer mais uma rodada de 3 ou 4 composições, revisar o que temos, e PLAY REC! As novas a gente conta por aqui. Obrigado por tudo mundo que acompanha o trabalho do CARBONA ao longo destes prazerosos anos.

Paz e Rock 

 HB!

15.4.12

Mais um dia no Hanoi! Na reta final de composição do disco novo!

Neste final de semana estive no estúdio Hanoi onde o Carbona segue firme para concluir as composições e ensaios para o novo disco. Já "nos finalmentes" dediquei algumas horas do meu final de semana para avançar nas composições que faltam e aos poucos a gente já começa a discutir a melhor forma de gravar o novo disco. Este que será o décimo disco do CARBONA, neste ano em que completamos 15 anos de banda, sem parar um ano sequer.

Já consigo visualizar o disco como um todo, temos 9 músicas ensaiadas, 1 composta ainda não tocada, restando duas últimas "vagas" , e mais uma vez me encontro daquela vontade "incomensurável" de ir pro estúdio e registrá-las. O "Fujita" que parece ter resgatado o ponto onde paramos no "Cosmicômica" teve um excelente papel de clarear uma maior compreensão pra mim sobre a banda, acredito que nestas composições consegui mergulhar ainda mais no que devem ser as músicas de um disco do CARBONA.

Os ensaios com a banda tem sido os mais agradáveis possíveis e o processo de montagem das músicas divertido, proveitoso, com ensaios de duas horas ininterruptas, como há muito não fazíamos. Duas horas seria, se não atrasássemos uns 20 minutos por ensaio, afinal de contas, há de se manter certas tradições ( risos )

Até aqui nosso disco está assim:

1- Andróides não merecem as canções
2- Vocè é minha china
3- Para onde vão as nuvens
4- Um
5- Um passeio no barulho da cidade grande
6- Somos todos Zumbis
7- Canção do Esqueleto
8- Antonella Toma Pílulas
9- Prato Preferido
10- O Mundo era bem mais legal

O foco do ano recai sobre o novo disco do CARBONA e até que eu consiga concluir por completo composições e ensaios, não voltarei a trabalhar no Espaço Ciferal. Obrigado à todos que tem mandado mensagens acerca do novo disco do Carbona e do Ciferal, a gente segue nos encontros semanais ansiosos por concluir mais um disco e poder dividir com os amigos dos poucos acordes.

Fiquem na paz, fiquem no rock .
Badke!